Sobre o invencível

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Por Yasmim Marazzi

Pequeno texto em homenagem ao incrível cantor, compositor, dançarino, humanitário e tudo mais que Michael Jackson é.

Há 55 anos nascia uma lenda. É um fato que Michael Jackson marcou tanto a música e dança quanto a humanidade. Com seu jeito autêntico de atuar e suas impressionantes mudanças no que parecia fardado a eterna monotonia. Era um homem marcado de incríveis influências e que conseguiu deixar um legado impressionante para o tempo.

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Dia 29 de Agosto merece ser lembrado não apenas com o “Feliz Aniversário”, mas também com a grande mudança que conseguiu provocar no mundo. É notável e memorável. E deixando a todos a oportunidade de encontra o que há de melhor e intenso. Com seu lado humanitário e sua extrema doçura conseguiu mostrar ao mundo que nem tudo estava perdido. Suas canções são verdadeiros hinos, uma forma de gritar o que pode estar passando pela mente de muitos. Jackson representava o lado inocente e verdadeiro que simplesmente modificou a forma de muitos pensarem. É contagiante pensar nisso, porém é uma forma também de lembrar que boa parte da sociedade não valoriza isso. Para muitos as coisas simples já perderam o valor e com isso problemas e mais problemas são criados. É cada um fazer sua parte para o conceito: “Make it a better place/For you and for me/And the entire human race” não ser esquecido e muito menos ignorado. Michael passou ensinamentos e para que toda sua idealização seja realidade, todos devemos parar e pensar: e fazer o que é certo. Sem hesitações, pois os tempos precisam mudar e para isso acontecer as pessoas devem abrir os olhos e ver claramente que ficar em inércia não adianta.

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E quando se fala de música boa, Michael Jackson não pode ser menos maravilhoso. De This is it até Billie Jean o homem mais incrível da HIStory. Seus passos eram revolucionários, e como poesia consegue provocar no observado os mais variados sentimentos. Tem o poder de prender a atenção de deixar o queixo cair de surpresa, e pensamentos como: “Como ele conseguiu fazer isso?” ou “É, para ele a gravidade não existe”, são normais.

Pelos palcos nunca haverá uma estrela como Michael Jackson, pois ele era único no que fazia. É claro que há excelentes cantores pelo show business, mas não um que consiga fazer milhares chorar e cantar suas músicas como um mantra.

Thriller pode ter marcado a infância de muitas pessoas, com noites insones e acompanhadas pela luz. Para a época foi praticamente como a Revolução Industrial. Ele fez o que muitos não tiveram coragem, desafiou os próprios limites e mostrou que os mortos podem dançar com sincronia perfeita.

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É até difícil de escrever tudo que passa pela mente a respeito do ícone do Pop. Ouvindo Dangerous a vontade que dá é de dançar livremente e notar que não há maravilha maior que a música e expressividade passada por ela.

Michael foi do princípio à eternidade o maior músico. E, sua melodia proporciona crescentes ataques de felicidade.

Marcou gerações e ainda conseguiu fazer com que a ideia de “um mundo melhor” fosse importante para muitos. Além de um incrível artista era um ser humano maravilhoso.

E nada melhor do que passar a noite ao som de suas músicas.

 

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Acordo fotográfico

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Por Luciane

Há algumas semanas a revista TPM publicou em seu site uma matéria sobre Sandra Barão, uma portuguesa que fotografa leitores e conta suas histórias no blog Acordo Fotográfico. Confesso que fiquei encantada e achei a proposta muito bacana. Depois de alguns clicks, Sandra revela muito mais do que um blog sobre livros e pessoas. Não dá vontade de parar de ler.

Principalmente em cidades portuguesas como Porto, onde trabalha e Matosinhos, onde mora, Sandra fotografa leitores anônimos em locais públicos. Junto com as fotos, as postagens apresentam um texto sobre o leitor e a leitura capturados no flagrante. Sandra disse à revista TPM que aparecem no blog alguns colegas de trabalho que aproveitam a hora de almoço para ler em locais que ficam perto da empresa onde trabalham. Mas nada foi combinado. Segundo ela, isso desvirtuaria completamente o espírito do blog. “Também o faço quando viajo, como aconteceu em junho do ano passado em Berlim e agora na China, onde já fotografei alguns leitores. Converso sempre com eles, primeiro porque peço sempre autorização para fotografá-los e, depois, porque preciso saber o que leem e porquê para poder escrever o texto que acompanha a fotografia. Todas as histórias que acompanham as fotos são reais e são várias as que me marcaram”, disse à TPM.

Para desfrutar mais da experiência é só dar uma conferida!

 

A menina que roubava livros

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Por Yasmim

A menina que roubava livros tem como editora de publicação no Brasil a Intrínseca. Do autor Markus Zusak é uma verdadeira profusão de sentimentos intensos e fatos marcantes. Conta à história de uma pequena garota, e é por certo dizer, o seu amor pelas palavras. A narração é ilustre. A Morte. Os fatos relatados de seu ponto de vista torna a história mais intensa ainda. Pode ser considerada como envolvente e doce, tal como o céu.

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Historicamente a história se passa em um período consideravelmente complicado para toda a sociedade que é o Nazismo. A indignação é um sentimento que até a Morte tem perante as ações cumpridas nas Alemanha. Era uma sociedade movida e moldada pelo medo, Hitler é uma presença constante na história, apesar de não diretamente. Em determinado ponto da narração, a presença de um personagem adorável invade as páginas. Seu nome é Max, um judeu. É o ponto em que o amor da garotinha pelas palavras ganha enormes proporções.

Essa paixão por livros é bem recebida. E o convidado da casa dos Hubermann, começa a incentivar mais ainda a pequena leitora. Escreve para ela pequenas histórias, nelas há imensos traços de sua vida. Períodos difíceis acabam em finais complicados. A narradora encontrou a menina que roubava livro três vezes. E é por meio do diário da pequena que revive todos os passos percorridos. É um enredo carregado e impossível de não ser admirado.

A menina que roubava livros vai muito além de tudo que se pode esperar. Desde a narração até os motivadores de ela acontecer. Liesel Meminger é a menina que pelas palavras da própria Morte é: “uma especialista em ser deixada para trás.”.

É uma história carregada de encantos, apesar de ter como plano de fundo algo tão vermelho quanto o sangue. Um retrato do verdadeiro massacre ocorrido no período da guerra.

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Um homenzinho decide dominar uma nação, e a melhor forma é utilizar as palavras, elas podem ferir e confortar ao mesmo tempo. O seu poder imenso pode provocar medo e isso condiciona em uma sociedade de fácil controle. A narração não poderia ser melhor e a história não poderia ser tão doce e envolvente. É uma verdadeira maravilha embarcar nas aventuras de Liesel e de uma forma inexplicável é impossível não se comover com todos os acontecimentos.

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Em breve essa intensa e absolutamente incrível história irá para as telonas. Com o elenco definido, A menina que roubava livros tem a estreia prevista para 2014 nos Estados Unidos.

No Brasil, a ansiosa espera será um pouquinho maior, mas o prazer de ver as linhas tomarem formas será inexplicável. Então, antes da estreia brasileira, as palavras podem ser consumidas. Não há melhor companhia do que a Morte.

“Se quiser, venha comigo. Vou lhe contar uma história.

Vou lhe mostrar uma coisa.”

A culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas

Por Luciane

Comprei o livro “A Culpa é das estrelas” (The Fault in Our Stars), de John Green, publicado pela editora Intrínseca, depois de ouvir falar muito sobre ele. Os comentários pela internet são inflamados, cheios de citações de trechos do livro e declarações sobre a sensibilidade do texto. Li devagarinho, vez ou outra dento do ônibus, quando sobrava tempo. De fato, a história é daquelas que prende e dá para ficar triste a cada vez que você fecha o livro.

Em resumo é isso: a protagonista da trama é “Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13 (Câncer de tireóide, com metástase no pulmão). Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer”. 

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Os ingredientes do livro são organizados para emocionar o leitor do início ao fim. Augustus também é um sobrevivente do câncer e seu melhor amigo ficou cego depois de ser diagnosticado com câncer nos olhos. Paralelamente, os pais de Hazel    dedicam-se devotamente à filha, uma leitora voraz, apaixonada pelo romance “Uma aflição imperial” (história fictícia criada por Green para a trama).

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Nesse universo restrito pela doença e pela dor, Hazel e Augustus travam uma batalha contra o câncer ao mesmo tempo em que constroem um romance baseado na paixão pela leitura. O título do livro vem de uma frase de Shakespeare, “estrelas” significam “destino”. No texto original, o nobre romano Cássio diz a Bruto: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Ou seja, não há nada de errado com o destino; o problema somos nós. De acordo com Green, na verdade, “as estrelas têm muita culpa, sim, mas ele quis escrever um livro sobre como vivemos num mundo que não é justo, e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Bruto”.

Em uma das passagens mais famosas do livro, o autor afirma que “alguns infinitos são maiores que outros” e a ideia é essa fazer com que Hazel e Augustus preencham juntos o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

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John Green ficou famoso escrevendo romances para jovens adultos ou YA, sigla de Yaung Adults, e não necessariamente infantojuvenis. Entre eles está “Quem é você Alaska (Looking for Alaska), no Brasil publicado pela editora Martins Fontes e An Abundance of Katherines.

Junto com seu irmão, Hank Green, John começou um projeto no YouTube, em janeiro de 2007, chamado Brotherhood 2.0. A proposta do projeto seria passar todo o ano de 2007 sem se comunicar por forma de texto com o dito irmão, ambos se compromissando a postar vídeos em dias alternados.

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“Ao longo desse projeto, os irmãos passaram a se dirigir a sua audiência como “nerdfighters”, já que, supostamente, ela era toda composta por nerds. A popularidade do seu canal passou a aumentar cada vez mais e o público que assistia já não se restringia a nerds. Os vlogbrothers agora explicam o que é nerdifighter com a popular frase: they are just like normal people, but instead of flesh and blood, they are made of awesome.

Em dezembro de 2007, o Brotherhood 2.0 chegou ao fim com sucesso. Atualmente os irmãos Green postam três vídeos por semana, as segundas, quartas e sextas-feiras. A comunidade, chamada “nerderiafighteria”, continua crescendo e ganhando importância na internet”. (Fonte: Wikipedia)

O projeto editorial da Intríseca é semelhante à publicação original, com a famosa capa azul, a diagramação é satisfatória, o papel é Pólen e a revisão é bacana (não percebi nenhum erro).

Como todo livo de sucesso, “A culpa é das Estrelas” será adaptado para o cinema, com direção de Josh Boone e o roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber.

O Hobbit

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Por Yasmim

O consagrado escritor J.R.R. Tolkien tem a prática e excelência para levar o leitor a outros mundos. A aventuras imediatas e inesperadas. No Brasil, a maravilhosa e encantadora aventura com o senhor Bolseiro foi publicado pela editora Martins Fontes.

O Hobbit, conta a história do senhor Bilbo Bolseiro e como ele embarcou em uma aventura. Ao lado de um mago e treze anões. O pequeno Bilbo vive sempre em um conflito entre seu lado Tûk e Bolseiro, sendo que o primeiro aceitava sempre uma boa aventura e o segundo apenas o conforto e tranquilidade de sua toca hobbit.Imagem

O mago Gandalf é o verdadeiro propulsor dos acontecimentos, ele é o motivador e desafiador. Quando a toca hobbit é marcada o senhor Bolseiro se vê em meio a diversos desafios e 13 anões famintos e presos a um futuro e complexo objetivo.

Ao decorrer da história muitas criaturas aparecem sempre de forma a impedir a aventura de Thorin Escudo de Carvalho e Cia. Gandalf aparece nos momentos em que é necessário. Naturalmente confusões acontecem. E elas são conhecidas como: Orcs, Trolls e outros.

Finalmente conseguem chegar ao querido objetivo e enfrentam mais um desafio que é a ganância e descontrole pelo prazer de ter uma grande quantidade de ouro em mãos. O principal objetivo dos anões era aniquilar o dragão que outrora destruíra a vida de seus antepassados e roubara todo o ouro que se possa imaginar, porém Thorin se rende ao brilhar das pratarias e o “tintilar” das moedas.

Há muito encanto na história de J.R.R. Tolkien, uma leitura repleta de canções e demonstrações de valores. Gandalf acreditava na grandeza do pequeno Hobbit desde o principio, por isso o escolhe para partir em aventura junto aos 13 anões. No Brasil a editora de publicação é a Martins Fontes.

No dia 14 de dezembro de 2012 o grande sucesso literário foi para as telonas. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, sendo naturalmente uma boa adaptação. Um livro de leitura imperdível, a menos que você seja um Hobbit muito medroso.

Recomeçar

Por Luciane 

Pela segunda vez é hora de retomar as publicações do blog. Depois de um tempo sem postar fica aquela sensação de vazio, de que as nossas leituras, livros e autores tão queridos não foram citados, comentados e compartilhados por aqui.

Por mais que isso gere muita frustração, sempre motivada pela correria cotidiana ou até mesmo pela falta de planejamento, não é justo deixar coisas preciosas da vida negligenciadas. Mesmo que o blog faça uma alusão ao “sonhar acordado” que a leitura nos proporciona e que este espaço seja a realização de um sonho, neste momento vou trocá-los por objetivos, na tentativa de reparar o tempo que estive longe daqui.

Para tornar realidade o objetivo postar com frequência e manter o blog sempre atualizado, conto agora com a parceria da minha sobrinha e amiga Yasmim Marazzi. Juntas, pretendemos continuar a proposta inicial do blog, falando sobre novidades do mundo editorial, lançamentos de livros, resenhas e biografias de autores. Mas a ideia é ir um pouco além e falar também sobre a interação entre livros e cinema e de músicas das quais gostamos (a medida que os posts forem aparecendo vocês  irão descobrir mais sobre essa proposta musical). Isso tornará o blog mais dinâmico e ajustado com outras áreas, ilustrando melhor nosso trabalho.

Então é só aproveitar e para colorir a vida com música, vamos de Eddie Vedder. Guaranteed faz parte da trilha sonora composta por Vedder para o filme “Na natureza selvagem” (Into the Wild), dirigido por Sean Penn e inspirado na obra homônima do jornalista John Krakauer (Companhia das Letras), que retrata a história verídica de Christopher McCandelles, um jovem que se aventura pelas paisagens dos Estados Unidos até chegar ao Alasca.

Histórias íntimas

Conheci pessoalmente a escritora e historiadora Mary Del Priore durante a 2ª Bienal do Livros de Minas. Carismática, ela distribuiu simpatia durante um café literário com Zuenir Ventura. A conversa agradável me incentivou a ler o livro Histórias íntimas – Sexualidade e erotismo na história do Brasil (Editora Planeta).

Nos cinco séculos da história brasileira, a sexualidade sempre foi um assunto bastante presente na vida de homens e mulheres. Quando ainda era chamado de Terra de Santa Cruz, a nudez de nosso povo deixava em alvoroço os portugueses com tanta liberdade, mas também já importava os costumes pudorosos dos europeus. Desde então a Igreja Católica a todo custo buscava uma vida de virtude para os cidadãos tupiniquins. Mas Mary deixa claro que isso só botava mais lenha na fogueira e reafirmava que o proibido é mais gostoso. Haja visto que o lugar preferido para encontros de casais era justamente a igreja.

O bom-humor de Mary e a pesquisa apurada mantêm um ritmo fluido do texto e revela as histórias mais picantes da família real portuguesa, expondo casos extra-conjugais, manias um tanto esquisitas e a lista extensa de amantes dos nobres soberanos.

Nesta época era comum as mulheres se enfeiarem, vaidade estava fora de cogitação. Os homens deviam dormir de costas, pois temperatura alta na lombar estimulava a região sexual. Privacidade então não existia. Os quartos não eram trancados e intimidade mesmo só em moitas e arbustos. Era só levantar o saião e descer as ceroulas.

A posição da mulher na sociedade também é um assunto bastante frequente no livro, que vem destrinchando a questão desde os tempos em que a mulher era vista como “vaso”, até o controverso título de “rainha do lar”, a criação da pílula anticoncepcional e ao apoderamento de sua sexualidade. É nada fica de fora, a sociedade machista brasileira, especialmente no período colonial que os diga. O aborto, a pedofilia, a prostituição e a homossexualidade são tratados sob o viés da história, proporcionando ao leitor a construção do entendimento no desenrolar dos fatos na atualidade.

O livro, que tem a capa bastante sugestiva, ainda traz fotos no miolo que ajudam  na contextualização com a maneira com Mary Del Priore conduz a sua pesquisa, que além dos livros, cartas e antigos escritos, privilegia bastante a consulta a revistas e jornais de época.